Nosso roteiro incluía conhecer o meridiano de Greenwich.
Pegamos as dicas do metrô com o Naka, nos arrumamos e partimos.
No meio do caminho um cara, grandão, galego e parecia meio bêbado, me pediu um cigarro. Ele quis pagar pelo cigarro. Até o povo daqui sabe que o cigarro custa caro. Eles tem vergonha de pedir. Eu, como um bom fumante e que várias vezes fiquei sem, é claro que cedi o cigarro.
O nome dele é Crhis, disse o cambaleante. Me convidou para tomarmos um drink, ms naquela hora? Estava quase na hora do almoço. Eu disse que gostava de beber mas não naquele momento, só no final da tarde ou no início da noite. Enfim, caminhamos um pouco juntos e ele entrou para sua casa. Seguimos caminho rumo à estação de trem.
Logo quando chegamos na avenida da estação, um fusca amarelo conversível. Não poderia deixar de registrar.
Célia levou seu tênis para o conserto. Passamos na Shoes Repair, ficava bem ao lado da estação.
Subimos para a estação e pegamos o trem. Dudu foi novamente curtindo muito.
Pegamos a Jubilee Line e fomos em direção à Canary Wharf.
Dudu tirando seu cochilo de sempre.
Chegando na Canary Wharf percebemos a diferença de estação. Tudo mais novo e mais moderno.
Pudera, aqui é o centro financeiro de Londres.
Neste local, Dudu começou a esgoelar, achávamos que ele estava com sono, mas depois de tentar andar com o carrinho para ver se ele dormia, pensamos, ele está com fome.
Olhei ao redor e vi um caminho onde tinha uns bancos com pessoas comendo, conversando, etc. Rumei rapidinho para lá.
O lugar era bem legal, tinha umas fontes e um gramado bem bonito. Como o dia era de sol, o povo londrino aproveita para ficar ao ar livre. Tinha bastante gente.
Achamos um banco vazio e logo fui tirando uma banana da bolsa.
A draga dava bocadas na banana que enchia a boca, mal dava para mastigar.
Entre uma bocada e outra, Dudu encontrou uma menininha, ele queria abraçá-la, gostou mesmo dela.
Em meio àqueles prédios enormes, a gente até sentia o cheiro do dinheiro. HSBC, Morgan & Stanley, Reuters, J. P. Morgan e por aí vai.
Nosso destino demandava mais um trecho de transporte público. Desta vez, usaríamos o DLR, acho que é tipo um VLT no Brasil.
Naka tinha nos avisado que no DLR não há catracas, não há guardinhas vendo se você pagou ou não. Nós esquecemos deste detalhe e fomos para a estação.
Saímos no nosso destino, passamos pela porta da estação que vai para a rua e vimos a máquina de passar o cartão do Metrô/Trem.
Lembramos que não havíamos passado na entrada, agora era tarde. O sistema daqui é bem legal, mais ou menos como o sistema de pedágio de Portugal. Você entra na estação e passa o cartão, o chamado Oister, isso para você dizer de qual estação saiu. Quando chega em seu destino, passa novamente o Oister, só então é que é cobrado. É um sistema justo, cobra o que você usou, por kilômetros.
Tudo bem, deixamos para lá o detalhe de não ter passado o cartão e continuamos. Célia ficava dizendo que estavam nos olhando pelas câmeras e de uma hora para outra poderíamos ser parados pelos guardas da rainha.
A fome bateu e seguimos as dicas do Naka, fomos para um mercado onde há uma feirinha de comida e artesanatos.
Célia comeu uma paella e eu comi um Barbecue de costela e carne de porco, com arroz e repolho, comida chinesa.
Dudu adorou a paella. Comeu quase todo o peixe da Célia. Ele ficava pedindo meu também. Dei um pouquinho para ele experimentar. Após uns 12 segundos, ele olhou meio desconfiado, com os olhinhos para cima e rapidamente tirou a comida da boca, meio puxando com as mãos e meio cuspindo. Descobrimos, Dudu não é fã de pimenta.
Após a bela refeição, e digo bela pois estava muito gostosa, uma cherry coke para fechar com chave de ouro.
Dudu, como um bom bebedor, já sabe, apos os goles deliciosos, faz Ahhhhh!
Um pequeno panorama da feirinha.
Seguimos nosso caminho. Vimos um veleiro enorme, um galeão espanhol que hoje é um museu. Muito bonito.
Havia uma pessoa tocando violoncelo, paramos um pouco para ouvir, achei que Dudu gostaria. Que vergonha, o moleque começou a chorar, acho que o cara não tocava bem, pois Dudu adora música.
À partir daqui, começamos a ver alguns dos prédios lindos e antigos de Londres.
O museu de Greenwich.
O conservatório de música. Muito lindo com sua colunas e jardins imensos.
O museu marítmo.
Os jardins do observatório de Greenwich.
E o próprio observatório.
Tiramos uma foto lado a lado na linha do meridiano de Greenwich. è claro que tiramos a foto em uma pequena parte dela, pois para tirar na parte maior paga-se 10 libras por pessoa. Para que não é mesmo?
Ficamos um bom tempo curtindo este lugar, tomamos um refrigerante, trocamos a fralda do Dudu, demos comida a ele e curtimos a vista da cidade.
Descansamos, fizemos o que tínhamos de fazer e decidimos continuar a caminhada. Nosso passeio ainda tinha chão.
Ao invés de voltarmos pelo mesmo caminho, decidimos continuar em frente.
Tiramos algumas belas fotos do Dudu nos jardins.
Vi uma van de sorvete. Parei para experimentar. Adivinhem quem quis também?
Saímos pela parte de trás do parque do observatório de Greenwich. De longe avistamos uma vilinha muito simpática, a vila de BlackHeath. Haviam casas bonitas e uma igreja de torre alta, muito linda também. Sem dúvida nenhuma, fomos até lá.
O nosso objetivo era continuar seguindo as dicas do Naka. Para fazer o caminho de volta pegaríamos um barco na estação Cut Sark, onde tinha o galeão espanhol, em seguida iríamos até a estação de trem/metrô Waterloo para pegar o trem e ir para Raynes Park, casa do nosso ilustre Naka.
Portanto, agora teríamos que achar uma estação de metrô ou trem, ou até mesmo pegar um ônibus para chegar até a Cut Sarks. Não tínhamos dicas pois saímos da rota, o negócio era procurar. Adoro fazer este tipo de coisa nas nossas viagens, sair do script.
A vila era cheia de restaurantes, lojinhas, etc. Tinha um ar bem legal.
Não demorou nada e achamos a estação de Blackheath. Se fosse no Brasil andaríamos mais de 2 km para encontrar uma. Se encontrássemos.
Na estação, Célia pediu informação a uma senhora. Esta senhora foi muito solícita. Ela disse que adora o Brasil. Nos explicou como fazer, qual trem pegar, em que estação descer, etc. Ela veio conosco no trem, ao descermos ela nos explicou novamente, nos deu algumas dicas também. Ela disse para andarmos no teleférico da Emirates, que fica próximo ao centro financeiro, não é caro e vale a pena a vista.
Todo o trecho feito até Cut Sarks. Agora pegaríamos o barco. Primeira vez que Dudu anda de barco.
O garotão adorou, ficava apontando para tudo que é lado.
As janelas do barco estavam tão sujas, tão embaçadas que não dava para ver direito. Resolvemos ir para o final do barco. Lá atrás tem uma parte aberta, bem legal.
A viagem de barco até a estação de Waterloo foi fantástica, vimos a cidade de outro ângulo, Dudu adorou!
O centro financeiro visto do rio.
A Torre de Londres, muito linda.
No caminho para a estação de Waterloo, uns caras tocando jazz.
Após trocarmos a fralda do Dudu na estação, pegamos o trem para casa.
Este é um ensaio fotográfico dentro do trem, feito pelo Dudu.
Algumas selfies também tiradas por ele.
Não poderia ser diferente, paramos para abastecer os tanques no velho e bom Pub Raynes Park Tavern. Desta vez comemos um hamburguer e tomamos a tradicional Guinnes.
Aqui já chegamos em casa, o dia hoje foi muito proveitoso e rendeu bem. Chegamos tarde em casa.
Por hoje é só. Amanhã tem mais.
To adorando,Dudu ta curtindo muito,e me parece que cvs estão curtindo muito a viagem com ele,Bjo.Palmer
ResponderExcluirCom certeza dona Laura, todos estamos curtindo muito
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