sexta-feira, 10 de abril de 2015

London Walk

Boa noite viajantes.

Agradeço a participação de Laura Froufe, Sandra Manfrini, Iara Saad, Fernanda Priya, Fernando Nakagawa e Flávia Pierry comentando diretamente no blog, isto da uma audiência. Tentarei responder a todos.

Hoje saímos para passear pela cidade, eu Célia, Maeli, Dudu e Catá. O roteiro foi:

- Borough Market
- Shakespeare Globe
- Tate Modern

Saímos mais ou menos 12:00h, descemos em direção à estação de Raynes Park para pegar o trem.






 Célia passou no sapateiro para pegar seu tênis. Se vocês repararam, ela estava de chinelos na foto anterior. Saiu feliz da vida, pisando macio.

Na estação, como sempre, Dudu se excita com os trens indo e vindo. Catá estava uma gracinha de toquinha.






Dentro do trem, Dudu com sono e Catá mamando, as coisas se inverteram?



Quem conhece o álbum "Pigs", do Pink Floyd, vai reconhecer esta fábrica. Ela está apenas com 3 chaminés pois uma delas está em reforma. Ali será construída alguma coisa mega, mas por causa do valor histórico do local, vão preservar parte do edifício.



Fomos para a estação Waterloo e lá pegamos a linha Jubilee, para embarcar no metrô até a estação London Bridge.

Descemos e, logo ali pertinho, estava o Borough Market. Um mercado bem legal onde se vendem várias especiarias, queijos, pães e comida de barraquinha.
 

Assim que chegamos, demos uma voltinhas para conhecer o local.






Havia uma barraquinha que tinha um Hang Drum. Perguntei ao comerciante se eu poderia tocar a hang, ele disse que sim. Toquei um pouquinho e eles gostaram, o cara da barraquinha do lado me ofereceu seu chapéu, disse que eu poderia tocar na rua e ganhar uns trocados.


A fome de todos estava despontando, resolvemos ir atrás de comida. Achamos uma mesa e sentamos. Maeli disse para nós irmos ver as barraquinhas de comida, conhecer o que tem para podermos escolher. Ela ficou esperando na mesa com a Catá.








Célia, Dudu e eu fomos ver as barraquinhas. A princípio, Célia olhou a primeira barraquinha e já disse que escolheria aquela comida, eram linguiças ou salsichas tipo alemã, enfim, continuamos a ver as barraquinhas e Célia mudou de idéia. Ela escolheu uma torta inglesa, de Fungui e frango, e com purê de batatas.

Célia comprou o rango dela e disse que voltaria para a mesa para liberar a Maeli. Eu continuei a espiar as opções. Fui e voltei umas duas vezes sem saber o que comer. Tinha muita variedade.

Quase sempre onde a fila é maior, é certo que é o melhor. Olhei uma barraquinha com uma fila imensa. Entrei na fila e fiquei olhando os rangos. Os clientes saíam com muita comida, seja dentro da baguete ou na bandejinha de alumínio. Tinha carne de carneiro, de vaca, salsicha, queijo, uns pedaços enormes de queijo na chapa, salada, bacon, grandes e carnudos pedaços de bacon.

Olhei na placa onde mostrava o que tinha e seus preços, quase tudo era 5,80 libras mas eu não estava entendendo direito. Eu, com meu inglês macarrônico, fiquei meio inseguro em pedir o que eu queria. Célia e Maeli não estavam por perto, então fui ensaiando como eu pediria o meu.

Ao chegar a minha vez, demorou uns 15 minutos, Célia apareceu. Eu disse que não sabia como pedir e mostrei a ela o que eu queria. Ela perguntou se eu precisava de ajuda, eu disse que sim. Na hora de pedir eu mesmo falei. I don´t speak english very well, but I want a big lunch, in a baguette, salad (eu não falo inglês muito bem, mas eu quero um almoço grande, na baguete, salada), mostrei o que parecia ser um chorizo e o cara disse que era lamb, carneiro. Então continuei: lamb, cheese and bacon (carneiro, queijo e bacon).

O cara perguntou se eu queria uma ou outra salada, eu disse: both! (as duas). Ele foi montando o lanche e ficou enorme, pena eu não ter tirado foto. Até que me saí bem com o meu pasta english. Para se ter uma idéia, não dava para morder o lanche e abocanhar todos os ingredientes. Estava uma delícia. Até a Maeli olhou o lanche e disse: "que inveja!"

Bom, quando fui sentar à mesa, veio o cara da barraquinha, a qual pertencia aquela mesa, e nos expulsou de lá. Só poderia usar aquelas mesas quem comprasse na barraquinha dele. Ok, tudo bem, ele está certo. Saímos de lá e fomos para outra mesa um pouco mais ao lado. Isso carregando Dudu, Catá, 2 carrinhos de bebê, mochila e bolsa.

Maeli saiu e disse que iria comprar um queijo derretido com batatas. Eu, Célia e Dudu ficamos na mesa. Dudu já tinha comido metade da torta da Célia, além de mamar e ter comido uma papinha de frutas. A draguinha quis do meu lanche também.

Maeli voltou à mesa e o cara da barraquinha, dona destas mesas, também nos expulsou! Rsrs.

Resolvemos ir para a igreja ao lado, onde tinha várias pessoas comendo. Sentamos por ali mesmo e ficamos um pouco, comendo o queijo derretido com batatas.

Dudu ficou solto, curtindo muito, subia e descia escadas, queria escalar uma escultura, correu atrás de pombas, mexeu na terra, parava na frente das pessoas e ficava olhando, quase sempre recebia um sorriso. Enfim, estava feliz da vida.












Resolvemos sair e ir para o Shakespeare Globe. Fomos caminhando. Passamos por um barco em exposição que achávamos que era pirata, pois tínhamos visto do passeio que fizemos pelo rio. Era uma fragata. Passamos também por onde Jack, o estripador, atacava as pessoas, bem legal. Tinha um pedaço do muro do antigo palácio de Winchester, habitado pelos monges.











Continuamos a caminhar até o Shakespeare Globe. Alguns músicos pela cidade, os quais Dudu adorava curtir um pouco. Chegando no Globe, compramos os ingressos, 12 libras cada. Esperamos o início da visita guiada na rua, aproveitamos para fumar o bom e velho cigarrinho.

Entramos no Globe. Shakespeare Globe é uma réplica de um teatro muito lindo e interessante, feito em 1599 em Bankside para os Chamberlain´s Men, companhia de teatro a qual William Shakespeare pertencia. Esta réplica foi terminada em 1997, levou 27 anos.






































Após a visita ao Globe, fizemos uma parada obrigatória no change room, troca de fraldas.

Ao sairmos do globe, avistamos do outro lado da rua uma Starbucks. Fomos até lá. Dudu dormia, aliás, estava desmaiado!

Entramos na cafeteria e tomamos café e cappuccino, ficamos um pouco lá dentro e saímos para fumar. Tinham vários sofás do lado de fora, muito confortáveis, por lá ficamos pelo menos uns 40 minutos.

Nakagawa, em casa, na labuta - afinal, alguém tem que trabalhar para comprar o leitinho das crianças -, ligou para a Maeli e disse que teria uma reunião às 19:00h. Só depois desta reunião é que ele estaria liberado. Hoje é sexta feira e seria legal se ele pudesse sair conosco, mas, enfim, o trabalho manda.

Saímos da Starbucks e decidimos ir ao Tate Modern Museum, um museu que era uma antiga fábrica, enorme, muito bonito. Vimos algumas obras interessantes, quadros e esculturas.












Célia viu um corredor e uma placa que dizia que ali era um local com pouca luz, para ter cuidado. Entramos e a luz foi sumindo cada vez mais. Tinha uma sala totalmente escura, tínhamos até que colocar a mão antes para ver se não era uma parede. Era uma sala de vídeo projeção, bem legal, com 3 projetores e com sensores, a cada movimento um dos projetores era ligado e mostrava em 1 segundo uma imagem em uma das paredes, simultaneamente fazia um som. Achei muito legal e fiquei nesta sala um tempinho, lá no fundo, eu e Dudu. Eu via as pessoas entrando com as mão para frente, tipo tateando, não enxergando nada, deu vontade de dizer com uma voz macabra e em alto tom: "SORRY" para as pessoas. Célia veio na sala me buscar e também não enxergava nada, fui devagarinho até ela e coloquei minha mão em seu rosto, tipo filme de terror. Ela não se assustou, já me conhece e esperava por isto.

Depois do museu Tate Modern, fomos a pé até a estação de Waterloo. Íamos pelo caminho que segue o rio Tâmisa, bem bonito e cheio de gente. Foram uns 30 minutos. No meio do caminho, Dudu acordou e começou o show. Paramos em um banco de frente para o Tâmisa e tentei dar papinha, uma delícia de papinha, lasanha à bolognesa! É brincadeira, todas estas papinhas têm o mesmo gosto de industrializado.
 
Não adiantou, e Dudu já sabe: "se chorar bem alto ela me dá o peito". Foi tiro e queda, os berros do cantor de ópera eram ouvidos do outro lado do rio. As pessoas passavam olhando com cara de desaprovação. Sem armas para argumentar com o moleque, mimosa cedeu as tetas. Após alguns minutos, Dudu parou de mamar.

Tentei colocá-lo no carrinho mas ele não queria de jeito nenhum, estava chaaaaato. Decidi levá-lo no colo comigo, meus braços começaram a queimar com poucos passos dados, o moleque já pesa mais do que dois sacos de arroz! Então o coloquei sobre os ombros, ele adora isso.

Assim fomos caminhando e curtindo a paisagem, as pessoas, o movimento, o rio, etc.











Dudu viu um cara fazendo malabares e curtiu muito. Parei um tempo ali com ele para nós dois curtirmos juntos. Célia e Maeli, um pouco mais à frente, sinalizaram que entrariam em uma rua, já estávamos na altura da estação de Waterloo.

Dali fomos até chegar na estação, passamos por um hospital, o prédio muito bonito mereceu fotos.




 Dudu ainda em meu ombro, íamos pulando e sorrindo, algumas vezes gargalhando. A cada cachorro que o Dudu via, vibrava.

Chegamos na estação, pegamos o trem e fomos para Raynes Park. No meio da viagem, Dudu quis comer, demos papinha deliciosa, Catá mamou. É sempre o tempo de sair de Waterloo e chegar em Raynes Park para Dudu começar a se encher de ficar no trem.

Íamos parar no posto de abastecimento de adultos, o pub Raynes Park Tavern, porém, já era tarde e a bateria do celular da Maeli se esgotou, Naka devia estar preocupado.

Tínhamos que passar no mercado para comprar fraldas, papinhas, café e sucrilhos, Nakagawa adora sucrilhos. Aproveitei para levar banana e maçã para o Dudu e Guiness para nós.

Chegamos em casa, Naka com saudades da Catá se derrete sempre. O casal decidiu pedir comida indiana e nos oferecer.


A comida estava uma delícia, comemos até nos esbaldar.

Hoje consegui fazer o blog mais cedo e acho que pude detalhar com mais riqueza, espero que gostem.

E amanhã tem mais.

10 comentários:

  1. Claro que esta bom o blog.....eu não vou deitar sem ver,e hoje dei muita risada Dudu é muito charmoso e faz poses muito bonitas,ó moleque danado,rsrs,sinto saudades dele.Mil bjos para Dudu,alguns para a Celia,e um pouquito para vc,kkkkk.Palmer

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    1. Sei, lembre-se de que quem escreve o blog sou eu, só com este pouquinho de beijos eu paro de escrever ein!

      No próximo comentário quero os mil beijos para mim. Rsrs.

      Bjs.

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  2. O blog está incrível!!!!! O Dudu está lindo demais e aproveitando muito bem a viagem, né?! Continuarei acompanhando... Beijos para os 3!!!!! Natália

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    1. Obrigado Natália.

      Dudu aproveita mesmo, talvez o que mais aproveite.

      Bjs.

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  3. O blog está ótimo. As fotos e seus comentários com riqueza de detalhes são demais. Dá vontade de ir para Londres. Beijos para todos vocês.

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    1. Obrigado Sandra.

      Pois venha mesmo, é bem legal aqui!

      Bjs.

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  4. Vocês estão de parabéns!! Um passeip mais legal que o outro... O blog está classe A. Abraços

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  5. Veleu cumpadre!

    Que bom que está gostando, obrigado pelo comentário no blog.

    Abração!

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  6. Está mesmo muito bom este blog....e rever vcs é sempre maravilhoso!!!
    Incrível como essas crianças conseguem acompanhar o pique ....
    kkkkkkk...
    e o Dudu encantando à todos pelas ruas... simpatia nata.
    Amei as fotos, muito boas!
    Obrigada por compartilhar com a gente...
    beijos à todos e ótimas aventuras!!!

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