Acordamos tarde para variar, Simone e Oliver nos encontraram no hotel mais ou menos as 11:30h.
Oliver sugeriu que fôssemos conhecer Carcassone, uma cidade medieval a 1 hora de Toulouse.
Todos concordamos e fomos nos dois carros alugados. Passamos na casa do Oliver para deixar o carro dele. Oliver foi com Naka, Maeli e Catá, Simone foi comigo, Célia e Dudu.
Pegamos a estrada e a chuva também foi conosco, algumas partes chovendo fraquinho, outras nem tanto. Levamos mais ou menos 1 hora para chegar.
Quando estávamos chegando em Carcassone, já dava para perceber que a cidade era muito legal.
Naka e Maeli estavam com fome, até tínhamos comentado de parar em um posto de gasolina para eles comerem alguma coisa mas não paramos.
Logo que chegamos na cidade, começamos a caminhar, Naka viu um comércio que vendia sanduíches, café, etc. Ameaçamos de parar ali mas falando com Oliver decidimos ir mais à frente.
A escolha foi perfeita, pois a 200 metros a frente, decidimos entrar em um restaurante. Célia já estava comentando em comer um cassoulet a alguns dias, comentamos na frente do restaurante e o garçom percebeu, ele disse em francês: temos cassoulet sim, no cardápio. E podem experimentar que é realmente muito bom. A expressão do garçom era sincera. Todos decidimos entrar.
Oliver comentou com o garçom que éramos brasileiros, o garçom respondeu que a dona do restaurante também era. Tinha uma placa na parede, do tipo placa de carro, escrito Fortaleza. O garçom olhou pela cozinha americana e disse à dona do local, eles são brasileiros, ela olhou com um sorrisão no rosto.
Nos sentamos à mesa e pedimos vinho e cassoulet para todos. Foi a melhor escolha que poderíamos ter feito. O cassoulet era perfeito, saboroso, na medida certa de temperos, o pato estava cozido exatamente no ponto de perfeição. O feijão branco muito macio, desmanchava na boca. Por unanimidade estava delicioso.
O restaurante se chama "La Taverne Moderne", recomendo muito a visita e um belo almoço, principalmente o cassoulet. Suzi, a dona da taverna, é muito gente boa, adora brasileiros e ficou conversando com a gente um bom tempo. Ela até se emocionou um pouco quando fomos embora.
Seguindo o passeio, subimos morro acima. Em direção a um castelo que víamos lá de baixo.
Não foi tanto esforço para subir e logo chegamos. A cidade é simplesmente fantástica. Parece feita dentro de um castelo. Imponente e de encher os olhos, Carcassone nos encantou. Muitas lojinhas, restaurantes e cafés, está certo, um tanto turística, mas não é por menos. Tudo na cidade gira em volta do medieval, muito legal.
Andamos pela cidade admirando sua beleza, compramos algumas coisinhas para as crianças em um loja de brinquedos. Para o Dudu, comprei uma pá e uma vassourinha de mão, ele adora isso. Em toda casa que vai pega uma vassoura e uma pá. Comprei também um peão. Naka e Maeli compraram um cenário para teatro de marionetes, muito legal, Eles adoraram.
Continuamos o passeio e a ideia era tomar um café. Oliver gosta muito de café também. Achamos uma praça de alimentação e sentamos em uma mesa, arrumamos tudo, fizemos toda a manobra dos carrinhos para acomodar todos bem. Quando falamos com o garçom ele disse que a cozinha estava fechada, não serviam mais nada quente.
Muito bem, fomos ao restaurante ao lado. Entramos e decidimos comer algo. Tinha crepe de vários sabores. Cada um pediu um. O meu tinha nutela e chantili, o da Célia tinha laranja e alguma coisa alcoólica, o do resto do pessoal não me lembro. Cada um pediu uma coisa diferente para beber, Alguns pediram refrigerante, Oliver pediu café,eu pedi uma cerveja, típica da região. A cerveja era boa, não muito forte mas de sabor agradável. Se chamava Trencavel.
De uma hora para outra, ouvimos dentro do restaurante um barulho de relinchar de cavalo, muito alto, parecia que tinha um cavalo la dentro. As pessoas achavam graça, os garçons rindo e olhando uns para os outros. Oliver perguntou para um dos garços se era uma máquina que havia feito a imitação de cavalo, o garçom apontou para outro garçom e disse: Aquela é a máquina. Foi o colega dele que tinha feito o relinchar, muito real. Em outros momentos ouvíamos gatos miando, eram os garçons imitando imitando os felinos. Enfim, o clima no restaurante era bem descontraído, muito legal.
Dudu não parava de querer sair do carrinho e não teve solução, tive que levá-lo para fora, dar umas voltas. Todo cachorro que ele via, estendia a mão e chamava dizendo: au au, au au. Eu tinha que ir até o cachorrinho, todos em guias com seus donos e deixar Dudu passar a mão neles. Os donos deixavam e achavam graça.
Saímos do restaurante e continuamos a caminhada pela cidade, a cada rua que passávamos, nos impressionávamos, torres de igrejas lindíssimas, ruelas estreitas, paredões de pedra, enfim, a cidade era muito bela.
No final do passeio, quase saindo da cidade, pousamos para fotos de despedida.
Descemos o morro para voltar para o carro. Oliver, muito astuto, percebeu que ainda dava tempo de fazer mais passeios, ele sugeriu uma cidade próxima mas acabamos decidindo por outra, também próxima, a 35km dali. Se tratava da cidade de Lagrasse, outra cidade medieval, esta, do século 8.
Naka e Maeli decidiram voltar para o hotel, Maeli tinha um serviço para terminar, faltava pouco mas eles preferiram voltar e cumprir com a obrigação do que ficar encanados em não dar tempo de entregar o combinado.
Fomos eu, Célia, Dudu, Simone e Oliver para Lagrasse.
No caminho, paramos para umas fotos em um lugar pitoresco, em meio a vinhedos e montanhas, uma casa abandonada. Tiramos algumas fotos com a certeza de que ficariam boas, Acho que ficaram realmente.
Continuamos a trip e chegamos em Lagrasse. Logo na chegada um rio e duas pontes medievais, lindas. As pontes, o rio, a vegetação, uma torre de uma abadia ao fundo, a estrada, tudo formava um conjunto belo e harmonioso. É claro, fotos.
Fomos caminhar pela cidade. A cidade é impressionantemente, ainda mais linda do que Carcassone, menos turística. Ruas ainda mais estreitas, feita de pedras seculares, as casas magníficas, todas com o charme medieval.
Passamos por cima da outra ponte e paramos para umas fotos.
Atravessamos e vimos uma placa de indicação de um roteirinho pela cidade, até uma abadia. Nesta hora estava vindo um monge, ele vive na abadia. Conversando com ele, nos explicou que uma maneira de entrar na abadia, seria para ver uma missa, um canto gregoriano, que começava em 25 minutos. Oliver sugeriu que déssemos a volta pela cidade, para conhecê-la e fôssemos até a abadia ver o canto gregoriano. Voltamso pela ponte e reencontramos o monge, comentamos com ele se daria tempo de fazer avolta e depois ir ao canto e o monge respondeu que não.
Ele nos sugeriu a aocmpanhá-lo para entrar na abadia e ver o canto. Aceitamos e fomos acompanhando o sacerdote. Ele foi como um guia para nós. Ficou explicando tudo sobre a abadia, que ela é do século 8 mas que foi reconstruída 10 anos atrás em cima de ruínas do século 13. Eles retomaram a abadia pois ela estava abandonada. Me parece que Oliver comentou que quem habitava era um grupo de jovens. Enfim, entramos na abadia com a aprovação de um dos moradores. Não poderíamos ter convite melhor.
Lá dentro é muito lindo, na entrada um grande pátio, muros altos, janelas de madeira e uns jovens tocando violão. Dudu estava animado, batendo palmas e de vez em quando dando uns berros.
Fomos conversando com o monge, Simone ia traduzindo, e adentrando ao recinto. Ao passar por uma enorme porta, um jardim lindíssimo e muito bem cuidado. Corredores enormes e com grandeas arcos decorados no melhor estilo medieval, o original da época.
Entramos na capela, ou melhor, na igreja, não sei bem como chamar mas o lugar era lindo, com o pé direito altíssimo, grandes arcos no teto, todo decorado, as paredes lindas, o piso também. Os monges já estavam la na frente do altar preparados para começar o canto. Foi muito bonito vê-los cantar a missa. Algumas pessoas acompanharam orando junto. Não sei se eram turistas ou gente da cidade mas levantavam e sentavam sempre que os monges faziam o mesmo. Eu não sou religioso mas adorei estar presente naquele momento, foi muito bonito.
Saímos da abadia, o monge que nos convidou se despediu de nós e seguimos nosso caminho. Agora, pela rota que Oliver tinha sugerido no começo, só que ao inverso. Adentramos a cidade novamente e fomos caminhando. Passamos por um espaço que Oliver disse ser o mercado. Passamos pela prefeitura e decidimos procurar um café. Já era tarde, umas 21:30h, quase tudo fechado. Oliver disse que é uma cidade onde geralmente as pessoas têm sua segunda casa, de férias, veraneio. Por este motivo também, a cidade parecia vazia.
Só achamos 2 lugares abertos, um restaurante que já não servia mais nada, e uma pizzaria que ainda poderia servir um café. Tomamaos um café rapidamente, Oliver comeu um panini e fomos embora para pegar a estrada de volta à Toulouse.
Adoramos a cidade de Lagrasse também, muito charmosa e agradável, valeu muito a visita.
A chuva, que até agora sempre nos acompanhou na estrada, não faltou. Desta vez ela ela estava de média a forte, alguns trechos ficava difícil de enchergar quando outro carro nos ultrapassava, mas correu tudo bem.
Paramos em um posto de gasolina, pois o Dudu deu um show espetacular de choro, ele queria o peito da mãe. Célia tentou dar o peito mas, depois do carro parado, eu, Oliver e Simone saírmos do carro, Dudu também queria sair, não quis mamar. Desvcemos todos, tomamos café, fomos ao banheiro, comemos uns waffles que Oliver ofereceu, olhamos algumas coisinhas à venda no posto e voltamos para a estrada, crentes que Dudu terminaria o show.
Célia estava no banco de trás junto com a Sinmone, grávida, e a cadeirinha de bebê, onde Dudu não queria ficar. Foi começar a andar e nem terminamos os primeiros 2 km de rodagem e Dudu iniciou o show novamente. Tentamos ignorar, mas a coisa vai irritando a gente, todo mundo estava calado no carro, só o Dudu treinando sua garganta e botando os pulmões para funcionar. Somente quando Célia conseguiu dar o peito, é que Dudu acalmou e dormiu feito anjo.
Deixamos Oliver e Simone na casa deles e fomos para o hotel. Combinamos de acordar cedo para poder aproveitar o dia amanhã. O casal nos convidou para tomarmos café na casa deles. A hora que acordarmos, iremos para lá e deidiremos por onde iremos passear.
Amanhã tem mais.
Amo estas cidades,tem historia,tem passado,valores,é o maximo,Palmer
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